sábado, 7 de dezembro de 2013

ALIMENTOS PODEM CURAR E CAUSAR DOENÇAS

 
Na civilização ocidental é pouco conhecida a importância dos alimentos. De modo geral, a função mais importante de um ser vivo, que é a de se alimentar diariamente, não é encarada com seriedade pelo ser humano, resultando em inúmeras doenças que quando inadequadamente tratadas recebem o rótulo de incuráveis ou de difícil cura.

Ultimamente os centros de pesquisa científicas em diversas partes do mundo vêm dedicando atenção especial aos alimentos e sua ação sobre o organismo humano. A importância de uma dieta saudável tem despertado o interesse em todo o mundo. Cada vez mais estudos têm sido publicados valorizando o uso dos alimentos naturais na conquista e manutenção de uma boa saúde. Por outro lado, essas publicações denunciam a ação deletéria para a saúde dos alimentos popularmente arraigados, tradicionalmente ingeridos por adultos e crianças.

Necessário torna-se, empreender uma campanha ampla que divulgue o valor de uma dieta saudável rica em alimentos integrais, sem aditivos e que não tenham sido refinados. Na verdade, bom seria um retorno ao estágio do uso dos cereais integrais quando a industrialização ainda não causava malefícios alimentares. A produção de alimentos integrais era natural, isenta de produtos químicos que alterassem o valor nutritivo e contribuíssem para o surgimento de qualquer doença decorrente de intolerância orgânica aos seus nutrientes naturais.

 

ALIMENTOS SAUDÁVEIS

Para que o leitor deste artigo tenha uma noção mais direta e possa, de acordo com o grau de interesse por uma boa saúde, optar por uma alimentação mais saudável aqui estão alguns alimentos integrais produzidos pela sabedoria da natureza sem que tenham sofrido alteração humana:

a – cereais integrais, frutos secos (amendoim, castanha do Pará, amêndoas, nozes, castanha de caju, etc.) e sementes (de abóbora, gergelim e etc.);

b – frutas (banana, manga, pêra, uva, maçã, mamão, abacate, melancia, pêssego, melão, caju, laranja e etc.);

c – verduras e legumes frescos (alface, agrião, coentro ou cheiro verde, brócolis, couve, couve-flor, tomate, beterraba, abóbora, cenoura, nabo, aipim ou macaxeira, pimentão, rúcula e etc.);

d – carnes de aves, bovinos e caprinos, originárias de animais que tenham sido criados e alimentados em ambiente livre o mais naturalmente possível, o mesmo deve ser entendido quanto à origem dos laticínios;

e – os peixes, de preferência, que não tenham sido cultivados em cativeiro são excelentes para a recuperação e manutenção da boa saúde e os frutos do mar criados sob as condições somente ditadas pela natureza são igualmente alimentos ideais.

Esta é uma “tintura” do ideal alimentar que pode ser extraordinariamente ampliada e que, de certa forma, pode orientar os leitores mais sensíveis que manifestam desejo de corrigir o erro alimentar em que vêm incorrendo há anos e anseiam por adotar orientações alimentares mais saudáveis.

O PROGRESSO QUE DEGRAD0U O HOMEM

A era da “Segunda Onda de Desenvolvimento”, também conhecida como da “Revolução Industrial”, ora em franco processo da finalização, impôs um alto custo à humanidade em nome do progresso e do advento da tecnologia.

Viu-se, ao esplendor de mais de 200 anos desse “progresso”, a passagem do ser humano e seus valores para um plano inferior em importância, podendo até ser dispensado como habitante do planeta.  Este foi o resultado do entender distorcido do duradouro quase 300 anos que o ser humano poderia ser desnecessário. As criações tecnológicas poderiam substituí-lo em qualquer atividade, até nas de maiores perigos e ter, sem atrapalhar (erros, doenças e direitos humanos), o máximo da eficiência e produção, bastando apenas ao retorno da produtividade máxima, em caso de defeito, a substituição de peças do robô ou do maquinário inteiro.

Os alimentos, como não podia deixar de acontecer, sofreram a ação desta “Segunda Onda” e foram industrialmente deteriorados. Hoje, o que se vê, doenças decorrentes do maciço processo aplicado em nome da lucratividade financeira na indústria alimentícia e a humanidade sofrendo de uma degradação geral orgânica, mental e moral, desconhecida das gerações de séculos passados, pré-industriais. A humanidade está envenenada por substâncias tóxicas das mais diversas, acrescentadas aos alimentos em nome de maior rentabilidade econômica e competitividade entre as nações.

Agrotóxicos, antibióticos, corantes, acidulantes, hormônios, conservantes, gorduras trans, adoçantes, energéticos, refrigerantes, sal e açúcar refinados, beneficiamento de cereais e inúmeros outros processos aplicados aos alimentos têm contribuído e aumentado a degradação do ser humano, substituindo vida saudável por doentia, miserável, sem objetivos, profusa em sofrimento.

 ALIMENTOS QUE PODEM CAUSAR DOENÇAS, TUMORES E DEFORMIDADES

As carnes de animais, aves e gados, criados em cativeiro em muitos casos podem ser responsabilizadas como causadoras de doenças. Estes animais recebem uma infinidade de drogas e rações artificiais para que não sejam atacados por germes causadores de doenças e parasitos e, para que tenham desenvolvimento mais rápido. Recebem também dietilestilbestrol (hormônio sintético não-esteroide aplicado no tratamento da menopausa e distúrbios pós-menopausais) que é causador de tumores, inclusive malignos. Na carne vermelha é aplicado o sulfito de sódio que acentua esta cor e o nitrato de potássio ou salitre para que a conservação dure um maior prazo.

O uso diário de açúcar refinado tem sido responsabilizado pela queda da resistência orgânica. Este tipo de açúcar rouba o magnésio do corpo e expõe o seu usuário à ação dos microrganismos causadores de doença. Também é atribuído ao veneno branco a perda de vitaminas do complexo B e ação desmineralizante por sequestro de cálcio do organismo. Portanto, diabetes, osteoporose, cáries dentárias, depressão, melancolia, ansiedade, arteriosclerose, alterações visuais, hipertensão arterial, enfarte cardíaco, podem ter como causa o açúcar refinado.

O “pão nosso de cada dia” não escapa do rol de nocividades porque é preparado, não com cereais integrais (trigo e centeio), mas com cereais destituídos dos seus princípios nutritivos.

Sal refinado ou de cozinha é outro veneno branco. Durante o seu refino são extraídos aproximadamente 80 elementos importantes. Há durante a sua transformação para produto industrializado a adição de substâncias químicas desidratantes e estabilizantes nocivas à saúde. No final, o sal passa a ser vilão do funcionamento normal dos rins, coração e circulação sangüínea, causando síndrome pré-menstrual, cálculos renais e biliares, desequilíbrios hormonais e nódulos tireoidianos. 

Salsicha, linguiça, mortadela, presunto, patês e demais; os chamados frios em geral ou carnes embutidas, são ricos em produtos químicos diversos e conservantes, antibióticos e aditivos. Igualmente nocivos são os frangos de granja, peru temperado, pato, chester e etc.

Os farináceos brancos, “beneficiados”, são parte das causas da obesidade. Descorticados, sem a película rica em vitaminas, e sem o germe nutritivo, perderam as vitaminas do complexo B e o ácido glutâmico. Este ácido favorece o desenvolvimento cerebral, indispensável ao metabolismo das células nervosas. O ácido glutâmico é responsável pela rapidez do raciocínio e retenção de informações, atuando para o alto desenvolvimento do QI (Quociente de Inteligência). 


Autor:Dr. Edvaldo Tavares

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