sábado, 31 de agosto de 2013

Você acredita em reencarnação?


 

Se você fizesse essa pergunta em muitos países do oriente, principalmente no extremo oriente, é provável que eles fossem reagir com estranheza, pois lá a reencarnação é uma crença religiosa profundamente arraigada e cultivada pelas religiões hindu, budista e jainista. No entanto, na cultura ocidental, não aceitar a tese da reencarnação é natural, pois somos muito pragmáticos, vivemos numa sociedade tecnicista, materialista e cartesiana, e até mesmo cética para aceitar uma crença sem uma evidência mais concreta.

No entanto, uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, (Inglaterra), encomendada pela Igreja Anglicana, afirma que cerca de 4 bilhões de pessoas, ou seja, dois terços da população da Terra crêem na reencarnação.
 
No Brasil, a maior nação católica e também a mais espírita do mundo, há uma diversidade que demonstra as contraposições entre os que acreditam e os que não acreditam na reencarnação. Pelo menos no meu consultório, com exceção dos evangélicos, que normalmente não acreditam na pluralidade da alma, e, por conta disso, é muito raro me procurarem, minha clientela é constituída por pessoas que se dizem católicas, espíritas, budistas ou mesmo indivíduos que não têm nenhuma religião, que se intitulam espiritualistas ou universalistas.

Quero ressaltar, entretanto, que a reencarnação não é um privilégio exclusivo dos espíritas, como muitos ainda crêem, pois ela é universal, ou seja, muitos povos primitivos, o xamanismo, a religião wicca das bruxas, o budismo, o xintoísmo, o judaísmo, o hinduísmo, os antigos sacerdotes egípcios, os filósofos ocidentais como Sócrates, Platão, Pitágoras, Kant, Schopenhauer, Voltaire, Nietzsche, William James, Emerson, Bernard Shaw, todos concordavam com a teoria da reencarnação.
                             
Mesmo na Igreja Católica, até o Concílio de Constantinopla, ocorrido no ano 553 d.C., a Igreja Cristã primitiva aceitava a reencarnação, mas o Imperador Justiniano, influenciado por sua esposa Teodora, conclamou o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos não reencarnacionistas, e decretou que a reencarnação não existia, substituindo-a pelo termo ressurreição.
Na ocasião, o Papa Virgílio protestou, se recusando a participar desse Concílio e, com sua recusa, foi preso e mantido prisioneiro de Justiniano por 8 longos anos.

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual, como um novo método de autoconhecimento e cura, criado por mim, defende também a tese da reencarnação em sua aplicação terapêutica, pois entende que a causa do(s) problema(s) do paciente se origina nessa vida (infância, nascimento ou útero materno), num percentual de 10%, sendo que 90% advêm de uma causa mais remota, em encarnações passadas. Portanto, em sua maioria, muitos dos problemas psíquicos, de relacionamentos interpessoais e orgânicos, cuja causa a medicina oficial não encontra, são problemas antigos que, em muitos casos, vêm se arrastando em várias encarnações, inclusive nesta.

Desta forma, a TRE defende um novo Paradigma, um novo modelo de tratamento que abrange o ser humano em sua totalidade: mente corpo e espírito, pois o Paradigma científico materialista vigente da Psicologia e Psiquiatria desconsidera o aspecto espiritual, vendo a pessoa apenas como um ser orgânico, bioquímico e não fundamentalmente um ser espiritual em evolução. Em vista disso, se o paciente estiver sofrendo um desequilíbrio físico e/ou emocional, fruto de uma perseguição de um espírito obsessor (ser desencarnado, desafeto do paciente que foi prejudicado por ele numa vida passada), não irá adiantar tratá-lo só com medicamentos e internações. É o que ocorre lamentavelmente com milhões de pacientes, em todo o mundo, que são submetidos até a eletrochoque de 110 volts e, o pior, à lobotomia (intervenção cirúrgica com a retirada de uma parte do cérebro), prática amplamente utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia, neurose obsessiva, ansiedade crônica ou depressão profunda prolongada. Era utilizada quando todos os tratamentos se revelavam ineficazes. Hoje em dia, felizmente, ela não é mais praticada devido aos efeitos secundários severos nos pacientes, além de mostrar sua ineficiência em curar verdadeiramente a alma humana.

Quero esclarecer também ao leitor, que a TRE não partiu de nenhum pressuposto teórico, filosófico ou religioso, sendo, portanto, uma terapia independente, desvinculada de qualquer instituição religiosa, doutrina, seita ou grupos. Nasceu sim da observação sistemática das experiências com meus pacientes em mais de 7000 sessões de regressão de memória, as quais conduzi em meu consultório. Posso afirmar com absoluta confiança que essa terapia se destaca por sua eficiência e brevidade.
 
Finalizo esse artigo, dizendo que a prova mais contundente (entre outras, descritas pelos pesquisadores científicos) da existência da reencarnação, ou seja, de que não estamos aqui nesse planeta pela primeira vez, é quando um espírito obsessor vem à sessão de regressão com ódio, acusando o paciente do mal que este lhe causou no passado. Na minha estatística, em 95% dos pacientes que vêm ao meu consultório, se a causa espiritual obsessora não for a principal na gênese de seu(s) problema(s), é sempre um fator agravante, sendo que apenas em 5% a causa é puramente de cunho psicológico, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual.


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